O índice caiu 0,41% e fechou aos 185.229,17 pontos, com placar de 41 altas e 44 quedas entre as 85 ações acompanhadas e variação mediana em queda de 0,06%. Na semana, contra o fechamento de 11/09, a queda foi de 1,06%. O bloco que pesou foi mineração e siderurgia, com média de queda de 3,01%, o pior entre os vinte setores acompanhados, no mesmo dia em que o minério mais negociado em Dalian subiu 0,70%, a 715,5 iuanes por tonelada, na terceira alta seguida. A CSN (CSNA3) caiu 6,40%, a maior queda do dia, e a Vale (VALE3) caiu 1,53%, com R$ 2,25 bilhões negociados, o segundo maior giro do pregão. O outro lado do dia foi o avesso da quinta: os quatro blocos que mais tinham caído no pregão anterior fecharam esta sexta no positivo, com proteína, shoppings e imóveis na frente. O giro das 85 ações somou R$ 27,29 bilhões no vencimento da série mensal de opções sobre ações, contra R$ 18,71 bilhões no pregão anterior. O dólar à vista fechou a R$ 5,1420, alta de 0,32%, e o fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 182,47, queda de 0,44%, dentro do intervalo da pergunta da semana. Os números de fora estão registrados com fonte e hora de apuração.
Página permanente desta edição: fechamento de 18/09/2026, para guardar e compartilhar. Todas as edições estão no Arquivo.
O que decidiu a sessão: um bloco de mineração que caiu com o minério subindo, uma rotação que desfez a da véspera e um juro que subiu lá fora em três bancos centrais no mesmo mês. Números de fora apurados às 20h35 de 18/09/2026.
O índice caiu com a mineração no fundo, e a semana fechou em queda de 1,06%.
O Ibovespa fechou aos 185.229,17 pontos, queda de 0,41%, com o placar das 85 ações acompanhadas em 41 altas, 44 quedas e nenhuma estável, e giro de R$ 27,29 bilhões, contra R$ 18,71 bilhões no pregão anterior. A variação mediana das 85 foi de queda de 0,06%. O fundo que replica o índice (BOVA11) fechou a R$ 182,47, queda de 0,44%. Entre as vinte ações de maior giro, oito subiram e doze caíram, com a ponta de cima em alta de 1,84% e a de baixo em queda de 2,89%, uma distância de 4,73 pontos percentuais. Na semana, contra o fechamento de 187.206,89 pontos de 11/09, o índice caiu 1,06%.
O dia foi de vencimento da série mensal de opções sobre ações, e o giro das 85 ações foi 45,87% maior que o do pregão anterior. Lá fora, o juro do título americano de dez anos fechou a 5,00% e a Europa caiu mais de 1%, enquanto aqui o bloco de mineração e siderurgia fechou com média de queda de 3,01%, com o minério em alta de 0,70% em Dalian.
A semana teve alta de juro nos Estados Unidos, corte no Brasil e alta no Japão, e o índice terminou 1,06% abaixo de onde começou, com três pregões de queda e dois de alta. Hoje quem pesou não foi o bloco que depende de juro, foi o que depende de frete e da venda de ativos de uma companhia. A leitura do Radar, sem chamada de direção: numa sexta de vencimento, com o giro inflado por liquidação de contrato, o placar de 41 altas e 44 quedas descreve o mercado melhor do que o tamanho do volume.
O dólar à vista subiu com o índice do dólar lá fora quase parado.
O dólar à vista fechou a R$ 5,1420, alta de 0,32%, na leitura do fechamento. O índice do dólar lá fora ficou em 100,21, queda de 0,04%, na última leitura da sessão de Nova York. O último dado de participação do investidor estrangeiro divulgado pela bolsa é do pregão de 16/09, com saída líquida que reduziu o saldo acumulado de setembro para R$ 6,287 bilhões, de R$ 7,251 bilhões até o dia 15.
O Banco Central vendeu US$ 1 bilhão em leilão de linha, com recompra em 02/04/2027, e rolou 50 mil contratos de swap do vencimento de 01/10. Na política, a pesquisa Datafolha divulgada na noite de 17/09 repetiu 46% contra 44% no segundo turno, empate técnico, e o reajuste do Bolsa Família seguiu no centro da leitura fiscal, agora com um pedido de suspensão protocolado no tribunal eleitoral e ainda sem decisão.
Com o índice do dólar em queda de 0,04% lá fora, a alta de 0,32% do dólar à vista não veio de moeda americana forte no mundo, e sim de fatores de casa. A leitura do Radar, sem chamada de direção: quando a moeda se mexe sozinha, a explicação está no calendário doméstico, e o da semana que vem tem a ata da reunião que cortou a taxa básica, em 22/09, e pesquisas eleitorais marcadas para 21/09 e 23/09.
Lá fora o juro subiu em três bancos centrais no mesmo mês, e aqui a curva longa recuou.
O contrato de juro futuro de janeiro de 2035 fechou a 14,145%, recuo de 5 pontos-base contra o ajuste anterior, de 14,196%, depois de bater a máxima de 14,255% às 9h41. O de janeiro de 2028 ficou praticamente estável, a 13,62%. A segunda prévia do IGP-M de setembro, divulgada pela Fundação Getulio Vargas, veio em alta de 1,47%, contra queda de 0,36% na mesma leitura de agosto, puxada pelos preços ao produtor, que passaram de queda de 0,50% para alta de 1,95%.
Nos Estados Unidos, o título de dez anos fechou a 5,00%. O juro americano de dois anos foi a 4,74%, o maior nível desde julho de 2024, e a chance de nova alta do banco central americano em outubro medida pelos contratos futuros subiu para 55%, contra 27% uma semana antes. No Japão, a taxa básica foi a 1,25% ao ano. Segundo a agência Bloomberg, é a primeira vez que os bancos centrais do Japão, dos Estados Unidos e da zona do euro sobem juro no mesmo mês.
O ponto não óbvio é de direção relativa. Enquanto três bancos centrais grandes encarecem o dinheiro, a taxa básica daqui foi cortada para 13,75% em 16/09, e a diferença entre o juro de lá e o de cá encolhe pelos dois lados ao mesmo tempo. A leitura do Radar, sem chamada de direção: diferença de juro menor paga menos a quem traz dinheiro para cá, e a ata da reunião, em 22/09, é o documento que diz se o comitê enxerga esse estreitamento como limite para os próximos cortes.
O bloco caiu na média, com o Santander devolvendo a alta da véspera e o Banco do Brasil na ponta de cima.
No financeiro, o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,84%, a R$ 23,20, com R$ 1,38 bilhão negociados, o terceiro maior giro do dia, e o BTG (BPAC11) subiu 0,43%. Do outro lado, o Santander (SANB11) caiu 3,47%, a R$ 29,47, a ordinária BBDC3 caiu 1,50% e a preferencial BBDC4, 0,88%, nas duas classes do Bradesco, a Itaúsa (ITSA4) caiu 0,99%, o Itaú (ITUB4) caiu 0,59% e a bolsa (B3SA3) caiu 0,06%, com média de queda de 0,66% no bloco. Em seguros, a Wiz (WIZC3) subiu 1,77%, o IRB (IRBR3) subiu 1,67% e a BB Seguridade (BBSE3) subiu 1,11%, e a Porto (PSSA3) caiu 0,63%.
O Itaú vai recomprar, em 21/09 e 21/10, todas as letras financeiras subordinadas emitidas em setembro de 2021, que somam R$ 11 bilhões, com impacto de cerca de 70 pontos-base no capital de nível 2, conforme comunicado da companhia. A Porto aprovou hoje R$ 333,4 milhões em juro sobre capital, de R$ 0,52065720703 por ação no bruto, com data-com em 23/09. Em relatório noticiado hoje, a Genial manteve recomendação neutra para o Banco do Brasil, com preço-alvo de R$ 23,30. A queda do Santander veio sem fato próprio. No pregão anterior, o papel tinha subido 2,52%.
O detalhe que conta está na etapa de sobras do Bradesco, que abre na segunda. A preferencial fechou a R$ 17,99, cerca de 2,0% acima do preço de subscrição, de R$ 17,64, e a ordinária fechou a R$ 15,79, cerca de 2,3% acima dos R$ 15,43. A leitura do Radar, sem chamada de direção: é essa margem que decide quanto vale exercer o direito nos cinco pregões da janela, e ela encolhe ou alarga a cada fechamento, sem depender de nenhuma notícia do banco.
O bloco de energia ficou de lado na média, com a Auren na ponta de cima e a Axia no fundo.
Em elétricas, a Auren (AURE3) subiu 3,43%, a Light (LIGT3) subiu 1,97%, a Equatorial (EQTL3) subiu 1,02% e a Taesa (TAEE11) subiu 0,99%. Do lado de baixo, a Axia Energia (AXIA3) caiu 2,89%, a R$ 53,80, com R$ 1,27 bilhão negociados, o quarto maior giro do dia, a Alupar (ALUP11) caiu 2,10%, a Engie (EGIE3) caiu 1,59% e a Eneva (ENEV3) caiu 1,56%, com média de queda de 0,09% no setor. Em saneamento, a Sanepar (SAPR11) subiu 1,17%, a Sabesp (SBSP3) subiu 1,04% e a Copasa (CSMG3) subiu 0,82%, com média de alta de 1,01%.
A S&P elevou a nota de crédito de longo prazo da Light Sesa, distribuidora do grupo, da nota D para brBB+, depois do fim da recuperação judicial, e o Safra iniciou a cobertura da Light com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,20, em relatório noticiado hoje. Para a Axia, a XP reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 74,50, e disse esperar um terceiro trimestre fraco, também em relatório noticiado hoje; a nota não trata da queda do dia. A Copel aprovou a saída da bolsa de Madri, e o resgate de R$ 55,56 por ação das preferenciais classe C da Axia é pago em 22/09.
Nota de compra reiterada no mesmo dia de uma queda de quase 3% não é contradição: o analista fala de preço em doze meses e o pregão fala do fluxo de hoje. A leitura do Radar, sem chamada de direção: num setor de contrato indexado e prazo longo, o que vale acompanhar na semana que vem é a ata da reunião que cortou a taxa básica, em 22/09, porque é o vértice longo da curva, e não o pregão de vencimento, que decide o preço desse bloco.
O barril ajustou em queda pelo terceiro dia, e a preferencial da Petrobras caiu menos que o índice, com o maior giro do pregão.
O Brent ajustou a US$ 103,87, queda de 0,91% contra o ajuste do dia anterior, e o petróleo americano ajustou a US$ 100,30, queda de 1,58%, no terceiro pregão seguido de recuo. No bloco, a Ultrapar (UGPA3) subiu 0,64% e a Vibra (VBBR3) subiu 0,53%. A preferencial PETR4 caiu 0,23%, a R$ 48,50, com R$ 2,56 bilhões negociados, o maior giro do dia, a PRIO (PRIO3) caiu 0,08%, a Cosan (CSAN3) caiu 0,54%, a Brava (BRAV3) caiu 0,97%, a ordinária PETR3 caiu 1,09% e a PetroReconcavo (RECV3) caiu 1,78%, com média de queda de 0,44% no bloco.
A pressão sobre o barril veio da expectativa de que a Arábia Saudita restabeleça em poucos dias cerca de metade da capacidade do oleoduto Leste-Oeste, atingido por um ataque na semana anterior, e de relatos de que a China pediu ao Irã ajuda para conter os ataques dos houthis contra a infraestrutura de petróleo saudita. A Brava informou o encerramento da venda de concessões no Rio Grande do Norte, e a Petrobras paga em 21/09 a segunda parcela do juro sobre capital do primeiro trimestre, de R$ 0,35048636 por ação.
O Brent acumula queda de 4,49% em três ajustes seguidos, e a preferencial fez quase todo o seu ajuste no primeiro deles, em 16/09, quando caiu 3,53%. Nos dois pregões seguintes, com o barril ainda cedendo, a ação quase não se mexeu. A leitura do Radar, sem chamada de direção: quando o preço da ação para de acompanhar a commodity, a queda que vinha sendo esperada já estava no preço, e o que move o papel daqui em diante é o que o barril fizer além dela.
O minério subiu 0,70% na China e o bloco caiu 3,01% aqui, com a CSN na maior queda do dia.
A CSN (CSNA3) caiu 6,40%, a R$ 5,85, a maior queda do dia entre as 85, e a CSN Mineração (CMIN3) caiu 4,88%, a R$ 5,46. A Usiminas (USIM5) caiu 2,68%, a GGBR4 caiu 2,46%, a Metalúrgica Gerdau (GOAU4) caiu 2,39%, a Vale (VALE3) caiu 1,53%, a R$ 73,37, e a Bradespar (BRAP4) caiu 0,75%, com média de queda de 3,01% no bloco. Fora dele, a Klabin (KLBN11) caiu 2,50% e a Braskem (BRKM5) caiu 2,43%. O minério mais negociado em Dalian fechou a sessão diurna a 715,5 iuanes por tonelada, alta de 0,70%.
A imprensa financeira atribuiu a queda da CSN ao aumento do custo do frete para o setor e às incertezas sobre o programa de venda de ativos, e a companhia não protocolou fato relevante na janela desta apuração. Segundo reportagem da agência Bloomberg com fontes que pediram anonimato, a venda da unidade de cimento é a mais avançada, com ofertas firmes de cerca de R$ 11 bilhões de três interessados, abaixo dos R$ 15 bilhões pedidos, e a companhia também negocia a siderúrgica alemã SWT, comprada em 2012 por US$ 634 milhões. A dívida descontado o caixa era de R$ 42,1 bilhões em 30/06, 3,5 vezes a geração de caixa anual da operação. Para a Vale, segundo a agência Reuters, a queda acompanhou as mineradoras lá fora.
O ponto que a queda esconde é que credor e acionista leem a mesma venda de ativos em direções opostas. Desde 02/09, quando o novo presidente-executivo foi anunciado, os títulos de dívida em dólar do grupo renderam em média cerca de 5%, contra perda de 0,5% de um índice de dívida corporativa de emergentes, segundo a mesma reportagem. Para quem empresta, qualquer venda que reduza a dívida aumenta a chance de receber, mesmo a preço menor; para quem é dono, vender abaixo do pedido entrega valor a quem compra. A leitura do Radar, sem chamada de direção: quando o título sobe e a ação cai com a mesma notícia, o mercado está dizendo quem ganha com o plano, e isso não depende do preço do minério.
Shoppings e imóveis devolveram mais do que tinham perdido na quinta, e construção fechou quase de lado.
Em shoppings e imóveis, a Multiplan (MULT3) subiu 3,48%, a Iguatemi (IGTI11) subiu 2,54%, a Allos (ALOS3) subiu 2,05% e a JHSF (JHSF3) subiu 0,62%, com média de alta de 2,17%. Em construção, a Cyrela (CYRE3) subiu 3,86% e a Cury (CURY3) subiu 0,52%, enquanto a Direcional (DIRR3) caiu 0,20% e a MRV (MRVE3) caiu 3,68%, com média de alta de 0,13%. Em varejo e consumo, o Magalu (MGLU3) subiu 1,04% e a Vivara (VIVA3) subiu 0,85%, e do outro lado a Azzas 2154 (AZZA3) caiu 3,44% e a Ambev (ABEV3) caiu 1,09%, com média de queda de 0,18% no bloco.
Segundo a agência Reuters, o índice imobiliário da bolsa subiu 2,12% num dia de recuperação do setor. Nenhuma das companhias de construção nem de shoppings do quadro teve fato relevante na janela desta apuração, e as quedas da MRV e da Azzas 2154 ficaram sem causa publicada. O Assaí (ASAI3) informou a compra das empresas donas de 18 postos de combustível instalados em suas lojas em São Paulo e um segundo programa de recompra de debêntures.
Aqui está a volta da conta de ontem. Na quinta, o juro devolveu o susto fiscal dentro do pregão e esses papéis ficaram onde caíram; nesta sexta, o contrato de juro de janeiro de 2035 recuou mais 5 pontos-base e os blocos que dependem de dinheiro barato voltaram, mas não por igual. A leitura do Radar, sem chamada de direção: quem voltou primeiro foi o bloco que vive de aluguel, e não o de construção, e essa diferença de velocidade separa o que era só taxa do que ainda é dúvida sobre gasto público.
Saúde fechou em queda na média, e a proteína, que tinha o segundo pior bloco da quinta, liderou a sexta.
Em saúde, a Hypera (HYPE3) subiu 0,89% e a Rede D Or (RDOR3) subiu 0,27%, enquanto o Fleury (FLRY3) caiu 0,33% e a Hapvida (HAPV3) caiu 2,82%, a R$ 6,21, com média de queda de 0,50% no bloco. Em proteína, a Minerva Foods (BEEF3) subiu 4,46%, a R$ 3,98, a maior alta do dia entre as 85, e a MBRF (MBRF3) subiu 1,08%, com média de alta de 2,77%, a melhor entre os vinte setores. No agronegócio, a SLC Agrícola (SLCE3) caiu 1,56%.
Segundo a agência Reuters, a Minerva Foods teve uma sessão de recuperação. Antes dela vieram quatro quedas seguidas, que somaram 7,75%. Para a MBRF, o Goldman Sachs vê espaço de alta de até 23% nas ações só com os cortes da taxa básica até 2027, em relatório noticiado hoje. A Hapvida não teve fato relevante, comunicado nem relatório na janela desta apuração.
Quatro quedas seguidas que somam 7,75% pedem alta de 8,40% só para voltar ao ponto de partida, e a de hoje foi de 4,46%. A leitura do Radar, sem chamada de direção: um dia de recuperação depois de uma sequência de quedas é aritmética, e não virada, e o que diz se a sequência acabou é o pregão seguinte, e não a maior alta da sexta.
A WEG subiu no dia da data-com, e a Vamos fechou entre as maiores altas sem causa publicada.
A Embraer (EMBJ3) subiu 1,54%, a R$ 97,08, a WEG (WEGE3) subiu 1,37%, a R$ 51,78, a Marcopolo (POMO4) caiu 0,47% e a Totvs (TOTS3) caiu 1,01%. Em logística, a Motiva (MOTV3) subiu 0,25% e a Rumo (RAIL3) subiu 0,20%. Em locação, a Vamos (VAMO3) subiu 2,99% e a Localiza (RENT3) caiu 1,36%. Em educação, a Yduqs (YDUQ3) subiu 1,83% e a Cogna (COGN3) caiu 1,31%.
A WEG teve hoje a data de registro do juro sobre capital de R$ 0,107212121 por ação no bruto, passa a negociar sem o direito em 21/09 e paga só em 10/03/2027, conforme aviso aos acionistas. A Vamos e a Embraer não tiveram fato relevante, comunicado nem relatório na janela desta apuração.
Na segunda, a WEG passa a negociar sem o direito. Ele corresponde a cerca de 0,21% do preço de hoje. A leitura do Radar, sem chamada de direção: um ajuste de data ex desse tamanho some no ruído de qualquer pregão, então o que a ação fizer na segunda é mercado, e não provento.
Como fechou o pregão desta sexta, 18/09. Entre as 85 ações acompanhadas, 41 subiram, 44 caíram e nenhuma ficou estável, com giro de R$ 27,29 bilhões e variação mediana em queda de 0,06%.
Entre as vinte ações de maior giro, oito subiram e doze caíram. A ponta de cima fechou em alta de 1,84% e a de baixo em queda de 2,89%, uma distância de 4,73 pontos percentuais entre as duas. Os dois maiores giros do dia, PETR4 e VALE3, fecharam em queda, e foi deles o peso que o índice sentiu.
O bloco de bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações fechou dividido exatamente ao meio pelo segundo pregão seguido, com metade dos trinta e dois papéis do recorte para cada lado. A ponta de cima subiu 3,43% e a de baixo caiu 3,47%, uma distância de 6,90 pontos percentuais. Saneamento e seguros fecharam no positivo na média, e bancos e energia no negativo.
Nas 85 acompanhadas, a ponta de cima subiu 4,46% e a de baixo caiu 6,40%, uma distância de 10,86 pontos percentuais. Das cinco maiores altas, três vêm de blocos que tinham caído forte na quinta, proteína, construção e shoppings, e das cinco maiores quedas, duas são do mesmo grupo siderúrgico.
O que fica do dia lá fora: juro americano de volta a 5%, Europa em queda de mais de 1%, o barril ajustando em queda pelo terceiro dia e a Ásia em alta forte com o juro japonês no maior nível desde 1995. Números apurados com fonte e hora de apuração, registrados nesta edição.
Nova York fechou dividida, com o juro de volta a 5% e a chance de nova alta em outubro dobrando em uma semana: o índice amplo fechou aos 7.650,50 pontos, alta de 0,17%, o de tecnologia fechou aos 26.522,55 pontos, alta de 0,39%, com o índice de semicondutores em alta de 2,8%, e o de industriais caiu 0,18%, aos 51.682,64 pontos, na terceira semana seguida de queda. O título americano de dez anos fechou a 5,00%. O juro americano de dois anos foi a 4,74%, o maior nível desde julho de 2024. A chance de nova alta de juro em outubro medida pelos contratos futuros foi a 55%, contra 27% uma semana antes. O dia foi de vencimento trimestral de opções, e a produção da indústria de transformação caiu 0,3% em agosto, quando o mercado esperava avanço de 0,3%.
O pregão brasileiro teve vencimento de opções, mineração no fundo e juro longo cedendo: o Ibovespa fechou aos 185.229,17 pontos, queda de 0,41%, e acumulou queda de 1,06% na semana, com giro de R$ 27,29 bilhões nas 85 ações acompanhadas. O dólar à vista fechou a R$ 5,1420, alta de 0,32%, e o contrato de juro futuro de janeiro de 2035 recuou 5 pontos-base, para 14,145%. A segunda prévia do IGP-M de setembro veio em alta de 1,47%, contra queda de 0,36% na mesma leitura de agosto, e o reajuste do Bolsa Família seguiu no centro da leitura fiscal, agora com um pedido de suspensão no tribunal eleitoral ainda sem decisão. A ata da reunião que cortou a taxa básica para 13,75% sai em 22/09, às 08h.
A Ásia fechou em alta no mesmo dia em que o juro japonês subiu: Tóquio fechou aos 65.018,95 pontos, alta de 1,38%, Seul subiu 2,66%, aos 6.894,23, e Xangai subiu 0,94%, aos 3.911,87. O banco central japonês elevou a taxa básica em 25 pontos-base, para 1,25% ao ano, por sete votos a dois, o maior nível desde 1995, e o dólar chegou a 157,90 ienes, a máxima em duas semanas, antes de relatos de sondagem do banco central japonês junto aos bancos reduzirem as perdas do iene. O minério mais negociado em Dalian fechou a sessão diurna a 715,5 iuanes por tonelada, alta de 0,70%, com as usinas recompondo estoque antes do feriado chinês de 1 a 7/10. O Japão fica fechado de 21 a 23/09.
O barril ajustou em queda pelo terceiro dia, com a expectativa de retomada parcial do oleoduto saudita: o Brent ajustou a US$ 103,87, queda de 0,91%, e o petróleo americano ajustou a US$ 100,30, queda de 1,58%. A pressão veio da expectativa de que a Arábia Saudita restabeleça em poucos dias cerca de metade da capacidade do oleoduto Leste-Oeste, atingido por um ataque na semana anterior, e de relatos de que a China pediu ao Irã ajuda para conter os ataques dos houthis contra a infraestrutura de petróleo saudita. No sentido contrário, a Guarda Revolucionária iraniana disse ter atingido um petroleiro no estreito de Ormuz, e a Saudi Aramco avisou ao menos duas refinarias europeias de que não receberão petróleo em outubro, segundo a agência Bloomberg. Em 22/09 o presidente americano se reúne em Nova York com seis líderes do Golfo, e disse ao site Axios que decide depois disso se retoma os ataques ao Irã.
As praças europeias fecharam em queda de mais de 1%, com montadoras e telecomunicações no fundo: o índice amplo europeu fechou aos 635,45 pontos, queda de 1,11%, devolvendo quase todo o ganho das duas sessões anteriores, e o britânico caiu 1,45%, aos 10.659,13 pontos. O setor de montadoras caiu 3,4%, com a Volkswagen em queda de 5,6%, e o de telecomunicações caiu 3,3%. Na Alemanha, os preços ao produtor de agosto subiram 4,6% em doze meses, contra projeção de 3,9%. O banco central da zona do euro, que subiu o juro em 10/09, não tem reunião na semana que vem.
A África do Sul chega à semana que vem com decisão de juro marcada e expectativa de alta: o rand estava em 16,2450 por dólar na leitura das 04h18, antes da inflação ao consumidor e da decisão do banco central sul-africano, as duas em 23/09, e a expectativa de mercado publicada pela imprensa local favorece alta de 0,25 ponto, para 7,25% ao ano, com parte dos analistas esperando manutenção em 7,00%. No lado corporativo, a GIP, da BlackRock, vai investir US$ 1,8 bilhão em ativos de infraestrutura de óleo e gás da TotalEnergies na África, e a Airtel Africa caiu 11,3% em Londres, a pior do índice amplo europeu, com a notícia de que a Airtel Money avalia reduzir a oferta de ações na bolsa de Londres. O Brasil divide com os exportadores africanos o mesmo lado da conta do barril, que ajustou em queda pelo terceiro dia.
o que o mercado precifica para a semana, lido no preço das opções da B3 em 18/09/2026
Existe um mercado dentro da bolsa em que se compra e se vende proteção contra o preço de uma ação se mexer. Quem vende essa proteção cobra caro quando acha que a ação vai balançar muito, e cobra barato quando acha que ela vai ficar quieta. O Radar de Risco lê esse preço e o transforma em duas informações. A primeira é o nível: a proteção está cara ou barata comparada ao que aquela ação costuma balançar? A segunda é a faixa: entre que valores, em reais, o mercado está pagando para ver essa ação até a data de vencimento. Nenhuma das duas diz se o preço vai subir ou cair. Vale deixar isso claro logo, porque é o erro mais comum de quem chega agora: proteção cara não é aviso de queda, é aviso de movimento. Não é previsão de direção. É o preço do medo, medido onde ele é pago.
A faixa acima é o que o preço das opções coloca como cenário provável até sexta, 25/09/2026: uma oscilação de até 3,0% para cada lado. Fora dela, apareceu informação que ninguém tinha pago.
Antes de ler qualquer nível, a troca de série. A mensal de 18/09 venceu hoje, e a razão que decide o nível passou a usar a mensal de 16/10, com vinte dias úteis pela frente em vez de dois. Por isso doze dos vinte e um papéis aparecem com nível diferente do quadro de ontem, e a maior parte dessa mudança é da régua, e não do mercado. A conta que separa uma coisa da outra usa a mesma série nos dois dias, porque a mensal de 16/10 já aparecia na grade de ontem como a mensal seguinte. Medida nela, só duas ações mudariam de nível. Uma é a Renner (LREN3), que sairia de extremo para alto: na série de outubro, o preço de oscilação dela caiu 12,25 pontos contra a leitura de ontem, para 51,49%. A outra é a Cemig (CMIG4), que sairia de normal para alto, com a razão indo de 1,20 para 1,29. Entre as vinte ações do quadro, o preço de oscilação de outubro subiu em onze e caiu em nove, com mediana de alta de 0,39 ponto. O fundo que replica o índice (BOVA11) segue em extremo, com razão de 1,72, e a faixa dele se alargou de 1,8% para 3,0% para cada lado porque a série nova tem seis dias úteis, e não dois. Leitura do Radar, sem chamada de direção: quem comparar o quadro de hoje com o de ontem sem saber da troca vai ler medo onde houve só calendário, e a mudança que resiste à mesma régua é a da Renner, e ela foi para baixo.
Ele compara o preço do seguro de hoje com a agitação que o próprio papel teve nos últimos meses. Não serve para comparar um papel com o outro, e sim cada papel com ele mesmo.
É o intervalo onde o preço das opções coloca a maioria dos cenários até sexta. Se o papel terminar a semana dentro dela, o movimento já estava pago; se terminar fora, apareceu informação nova.
Quando ela aparece, o seguro caro tem endereço: um balanço, uma data-com, uma decisão marcada. Seguro caro sem tag é nervosismo; com tag, é calendário.
Direção ninguém sabe; risco tem preço.
Primeira vez que você vê isso? Entenda a volatilidade implícita ↗ e veja, sem fórmula, de onde sai cada número deste quadro.
Toda faixa publicada aqui vence numa data, e nessa data ela vira placar. A conta abaixo usa a faixa como ela foi publicada no começo da semana, com o prazo inteiro, que é a que você leu. Pela faixa da véspera do vencimento, mais estreita e mais fácil de acertar, o número seria 99 de 120 (82%); não é essa que se opera, então não é essa que vale como placar.
| vencimento | dentro da faixa | taxa | direção dos furos |
|---|---|---|---|
| 07/08 | 5 de 9 | 56% | 4 abaixo |
| 14/08 | 2 de 9 | 22% | 7 abaixo |
| 21/08 | 14 de 20 | 70% | 5 acima |
| 28/08 | 11 de 20 | 55% | 9 acima |
| 04/09 | 5 de 21 | 24% | 16 acima |
| 11/09 | 13 de 16 | 81% | 3 acima |
| 18/09 | 18 de 20 | 90% | 2 abaixo |
68 de 115 fechamentos dentro da faixa (59%). Uma faixa de um desvio-padrão deveria segurar perto de 68% por construção, então o resultado ficou abaixo do teórico. O que informa mais do que a taxa é a direção: dos 47 furos, 46 foram para o mesmo lado da tendência daquela semana, e quando furam, furam pouco, com mediana de 1,6% além da borda. A faixa não erra sozinha e ao acaso: ela sai do lugar em bloco, quando o mercado entra em tendência. Daí a leitura útil: semana em que muitos papéis fecham fora e todos do mesmo lado descreve movimento que não estava pago no prêmio quando a semana começou.
Ressalva de amostra: são 7 vencimentos, e os papéis andam juntos dentro da mesma semana, então isto não são 115 medidas independentes. A distância para os 68% teóricos ainda cabe dentro do acaso. Esta medida descreve o regime que passou; nada aqui antecipa preço.
Leitura informativa do que os preços das opções indicam. Não é recomendação.
O que move o Ibovespa nos próximos dias: agenda macro, proventos e fatos já marcados.
É a segunda parcela do juro sobre capital do primeiro trimestre, de R$ 0,35048636 por ação, paga pela PETR4 e pela PETR3. No mesmo dia a Copasa (CSMG3) tem data-com, a WEG passa a negociar sem o direito e o Itaú faz a primeira parte da recompra das letras financeiras subordinadas de 2021, que somam R$ 11 bilhões. Entre 21 e 25/09 corre a etapa de sobras do aumento de capital do Bradesco, com 202,38 milhões de ações.
É o documento que explica o corte de 0,25 ponto anunciado em 16/09, e ele chega numa semana em que os bancos centrais do Japão e dos Estados Unidos subiram juro. No mesmo dia ficam data-com a bolsa (B3SA3), a TIM (TIMS3), a Cemig (CMIG4) e a Allos (ALOS3), a Axia Energia (AXIA3) paga o resgate de R$ 55,56 por ação e vence o contrato de outubro do petróleo americano.
A Porto Seguro aprovou hoje R$ 333,4 milhões em juro sobre capital, de R$ 0,52065720703 por ação no bruto, com pagamento até 30/04/2027, e a companhia registra que o valor por ação é preliminar. No mesmo dia a bolsa, a TIM e a Cemig passam a negociar sem o juro sobre capital, e saem as prévias de setembro dos índices de gerentes de compras da zona do euro e dos Estados Unidos.
O IPCA-15 de setembro, pelo IBGE, é a prévia da inflação oficial do mês. No mesmo dia vence a série semanal de opções que forma a faixa do quadro de risco desta edição. Antes, em 24/09, sai o Relatório de Política Monetária do Banco Central, e a CPFL (CPFE3) paga a parcela de R$ 700 milhões do dividendo aprovado em abril.
Data-com, o último dia para ter a ação e receber: CSMG3 (JCP, R$ 0,2556463313 por ação). Data ex, o primeiro pregão sem o direito, com o preço ajustado pelo provento: WEGE3. Pagamento a quem tinha a ação na data-com: PETR4 (JCP, R$ 0,35048636 por ação (bruto) em cada parcela); PETR3 (JCP, R$ 0,35048636 por ação (bruto) em cada parcela); MULT3 (JCP, R$ 0,24559842645 por ação (bruto)).
Data-com, o último dia para ter a ação e receber: B3SA3 (JCP, R$ 0,22650738 por ação (bruto), R$ 0,18686859 líquido após retenção na fonte); TIMS3 (JCP, R$ 0,2166801148 por ação (bruto)); CMIG4 (JCP, R$ 0,06991340114 por ação (bruto)); ALOS3 (Dividendo, R$ 0,291918638 por ação). Data ex, o primeiro pregão sem o direito, com o preço ajustado pelo provento: CSMG3.
Data-com, o último dia para ter a ação e receber: PSSA3 (JCP, R$ 0,52065720703 por ação (bruto), R$ 0,42996563103 líquido após retenção na fonte). Data ex, o primeiro pregão sem o direito, com o preço ajustado pelo provento: B3SA3, TIMS3, CMIG4 e ALOS3.
Valor por ação como no documento da companhia. A regra de imposto e a agenda inteira, com os pagamentos mais distantes, estão na página Dividendos, que sai do mesmo dado.
A Porto Seguro (PSSA3) aprovou R$ 333,4 milhões em juro sobre capital referentes ao terceiro trimestre, de R$ 0,52065720703 por ação no bruto e R$ 0,42996563103 no líquido, com data-com em 23/09 e pagamento até 30/04/2027, em data a definir. A companhia registra que o valor por ação é preliminar e pode variar até a data-com por causa do programa de recompra. Segue em aberto, sem data para confirmar, o pagamento do dividendo intercalar da Engie (EGIE3), de R$ 0,54420747574 por ação.
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